São 2:14 da madrugada de terça-feira, dia 10 de Julho de 2007. Levantei da cama porque não conseguia mais dormir. Não sei se por causa do fuso horário ou se por causa da minha mente que está a mil. Ou as duas coisas. Só sei que os últimos 14 dias estão entre os mais eletrizantes da minha vida!
Para quem não sabe, estive na Coréia do Sul, participando do Campus Mission 2007 (CM2007). Cheguei ontem, segunda-feira, às 10h da manhã em casa – elétrico, tentando mostrar todos os souviniers e contar “tudo” o que vivenciei, de uma vez só, para a minha esposa. Tadinho… pura empolgação. Pois se – agora, neste exato momento, estou me dando conta disso – mesmo com bastante tempo, seria impossível descrever a experiência, imagina em poucos minutos. Meu consolo é que, na minha ausência, ela conseguiu acessar o site da Conferência e acompanhar bastante coisa por lá (a propósito, ainda é possível acompanhar os vídeos pelo site) e também, pelo blog da Liege, que, mais bem aventurada que eu, estava de posse de seu laptop, e pôde descrever sua aventura diariamente.
E foi mesmo uma aventura para todos nós. No dia 27 de Junho, embarcamos para a Coréia, em um vôo com escala em Frankfurt e Pequim. Incluindo as escalas, foram dois dias de vôo. Chegamos lá no dia 29, quando fomos (muito bem) recepcionados por um grupo de coreanos no aeroporto e transportados para o hotel.
Estávamos cansados, mas, graças a Deus, o evento só começaria no dia 30 e, portanto, pudemos descansar um pouco – mas não muito, pois teríamos que nos adaptar logo ao fuso horário de 12hs a mais que o Brasil! Sensação estranha essa… Eu ligava para minha esposa às 8h da manhã, sendo que ela atendia às 8h da noite , do dia anterior. A sensação de ser uma “voz do futuro” era inevitável…
Mas havia muitas outras sensações além das naturalmente provocadas pelo fato de se estar do outro lado do mundo. O principal, e o que palpitava mesmo em nossos corações, era saber que foi Deus quem nos conduziu até lá, depois de uma seqüência de muitos milagres, para participarmos de um evento que – depois teríamos absoluta certeza – seria histórico!
Éramos um grupo de 30, entre obreiros e estudantes. Estava também conosco o pastor de um dos estudantes enviados. Ficamos hospedados em um hotel em frente ao centro de convenções Bexco, onde aconteceu a conferência. Detalhe: toda a hospedagem, alimentação e translado foram ofertados pelos coreanos – não só a nós, mas a todos os quase 8 mil estrangeiros presentes! (Depois, eu tenho que escrever algo especifico sobre a hospitalidade dos Coreanos…)
No meu quarto éramos 7: Leonardo, Bill, Tiago, Renan, Ravi e Cleiton e eu. O hotel era novinho, lindo, muito luxuoso. Apesar do aperto, estávamos bem. Compartilhávamos o mesmo banheiro, mas, por incrível que pareça, deu certo.
Durante este dia, conhecemos o Bexco – enorme, moderno, e lindíssimo! – e descobrimos o “Home Plus”, uma loja onde se vende de tudo (espécie de Carefuor local), onde havia a Loteria – ao contrário do que você está pensando, trata-se de uma lanchonete, que veio a se tornar point dos congressistas (especialmente dos latino-americanos e de todos mais que queriam matar a saudade de uma comida mais ocidental).
Bem, os dias na Coréia só estavam começando e aproximava-se o grande momento da abertura: o Cm2007 estava prestes a começar…

[Veja também o diário da Liege, sobre a nossa viagem de ida]


